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Curso de Estudo e Memorização

Antes de começar a ler este artigo, responda sinceramente: como você explicaria a habilidade da inteligência para outras pessoas?

Num primeiro momento, seria possível defini-la como a incrível capacidade humana de compreender, organizar e reutilizar as experiências que vivenciadas.

Por isso, é normal que a inteligência seja relacionada à capacidade de aquisição estruturada de novos conhecimentos.

Uma breve introdução

Os cientistas chamam o nosso repertório – conhecimentos, fatos e habilidades que carregamos conosco – de inteligência cristalizada.

Ler um bom livro, assistir um documentário ou mesmo passar por novas experiências são algumas formas de exercitá-la.

Além disso, quanto maior a nossa vivência, mais inteligentes nos tornamos.

É por isso que ficamos mais sábios com o decorrer do tempo.

Mas ser inteligente não se resume a isso.

Inteligência Fluída

Você precisa levar em conta também a velocidade de raciocínio, que integra todo esse conhecimento.

A capacidade de raciocinar corresponde à inteligência fluída.

Com ela é possível pensar de forma lógica e abstrata.

Quando, por exemplo, jogamos xadrez, montamos um quebra cabeças ou resolvemos uma problema emocional, estamos utilizando a inteligência fluída.

Até pouco tempo atrás, a velocidade de raciocínio parecia estar biologicamente predeterminada.

Pior ainda: estudos indicavam que a inteligência fluída diminuiria com o passar do tempo, à medida que envelhecemos.

E que parte desta inteligência, por sua vez, acabaria progressivamente.

Pelo menos isso era o que se pensava até pouco tempo atrás.

Inteligência e Memória de Trabalho

Memória de trabalho é o nome científico dado por estudiosos para a memória de curto prazo.

Na década de 90, os pesquisadores Patrick Kyllonen e Raymond Christal foram os primeiros a notar uma interessante relação entre a memória de trabalho e a velocidade de raciocínio.

O artigo entitulado “Reasoning ability is (little more than) working-memory capacity?!”, publicado em 1990, foi o primeiro a demonstrar que a memória de trabalho influencia diretamente a velocidade de raciocínio. 

Estudos mais recentes e profundos – como o “Working Memory and Intelligence: The Same or Different Constructs?” de Phillip Ackerman – continuaram a apontar resultados semelhantes.

Em outras palavras, esses estudos demonstraram que é possível exercitar a inteligência fluída.

E abriram uma porta para aqueles que desejam – ou precisam – exercitar sua velocidade de raciocínio.

Como você aprende?

Memorização

Muita gente define o aprendizado na escola como decoreba.

De fato, se você perguntar para qualquer um “qual é a melhor e mais rápida técnica de memorização?“, a maioria provavelmente responderá: é a repetição.

E é aí que está o erro!

Se você quiser memorizar algo de maneira efetiva, a repetição não será suficiente.

Por outro lado, técnicas e exercícios de memorização vão te levar longe.

Além de guardar tudo o que você precisa dentro da sua ‘caxola’, você ainda estará estimulando diretamente a velocidade de raciocínio, como evidenciaram os estudos.

Nesse artigo, você vai aprender 8 Técnicas Práticas de Memorização que podem ser colocadas em prática ainda hoje.

Lembrando que este conteúdo é fruto de meu aprendizado do Curso de Estudo e Memorização, realizado online pelo Professor Renato Alves, a quem estimo muito.

Saiba Mais sobre o Curso de Estudo e Memorização.

Antes de ler esse artigo:

  1. Faça uma lista e anote todos os assuntos que podem atrapalhar essa seção de estudo. Anotar esses pontos vai trazer calma e concentração para que você realmente aprenda algo com a leitura desse artigo.
  2. Faça um rascunho para anotar quantas vezes você se distraiu durante essa leitura. Toda vez que você perder a concentração, faça uma marca nesse rascunho. Repita isso sempre antes de qualquer outra leitura. Depois, trace metas para diminuir sua quantidade de distrações.

Após conseguir se concentrar, vamos ao passo a passo desse artigo:

1. Preparação.

Foco e Concentração

Escolha um ambiente onde você se sinta confortável durante a sessão de estudos.

Para alguns, isso significa estudar numa biblioteca; para outros, ir à uma praça ao ar livre. Pense em onde você se vê estudando, e vá para lá.

Feito isso, beba um copo de chá verde. Isso mesmo!

Existem vários estudos científicos que comprovam a eficácia do chá verde para melhorar a memória de curto prazo.

Teoricamente, a habilidade da memória depende diretamente da comunicação entre nossos neurônios, que são conectados por sinapses.

Quanto mais você exercitar e estimular a repetição de uma sinapse, mais forte será aquela memória.

Ao passo que ficamos mais velhos, elementos tóxicos danificam nossos neurônios e nossas sinapses, levando à perda de memória e até mal de Alzheimer.

O chá verde contém compostos que bloqueiam a ação desses elementos tóxicos, e mantêm as células do cérebro funcionando da maneira correta, por muito mais tempo.

2. Grave em voz alta e Escute.

Use um gravador – pode ser no celular mesmo – e grave você recitando todas as informações que deseja memorizar. Depois ouça.

Isso é especialmente útil se você pretende memorizar informações de uma leitura.

Se você quiser decorar um discurso, por exemplo, grave sua leitura desse discurso, e depois ouça a gravação.

Essa técnica funciona porque garante a criação de um contexto para aquela leitura, e assim, você a memoriza mais rápido.

3. Memorização acumulativa.

Para cada linha de texto que precisa ser memorizada, leia repetindo algumas vezes em voz alta, e depois tente repetir sem olhar.

Assim que você memorizar um segmento, passe para o próximo, mas de maneira acumulativa. Vá adicionando aos poucos novos segmentos, até decorar o texto todo.

Importante: não vá para o próximo segmento sem ter certeza de que o fragmento anterior foi completamente memorizado.

Essa forma de memorização é basicamente visual, mas pode ser ainda mais forte se você a realizar em voz alta.

Lembre-se: quanto mais sentidos você usar enquanto estuda, mais bem guardada será essa informação.

4. Ensine outra pessoa.

Foco e Concentração

O método mais efetivo de estudo para mim, quando eu estava na escola, era ensinar aquela informação para outra pessoa. 

Se você não conseguir um voluntário para testar suas habilidades, você pode ensinar a si mesmo no espelho, por exemplo.

É como ler em voz alta, mas só que com suas próprias palavras, e de forma que qualquer um que ouvir também entenda.

5. Use acrônimos.

Acrônimos são palavras formadas por letras que representam, por sua vez, outras palavras.

Por exemplo, a palavra OVNI é um acrônimo para Objeto Voador Não IdentificadoVIP  é um acrônimo para Very Important PersonNASA é um acrônimo para National Aeronautics and Space AdministrationLASER é um acrônimo para Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation etc.

6. Técnica de Encadeamento.

Seguindo a lógica do item anterior, crie uma frase narrativa para memorizar elementos numa determinada ordem.

O ideal é que cada item “puxe” o outro por associação.

Exemplo: para gravar, nesta ordem, as palavras “menina”, “panela”, “doze”, “abóbora” e “verde” você pode criar uma sentença como “A menina vendeu uma panela por doze reais ao plantador de abóboras, que ainda estão verdes”.

A estrutura de encadeamento traz lógica para as palavras avulsas, além de facilitar a fixação de uma ordem.

7. Método de Lóci.

Também conhecido como “método de loci”, este dispositivo de memorização remonta à Grécia Antiga.

Segundo o mito, o poeta grego Simônides de Ceos precisou identificar os corpos de pessoas que haviam morrido no desabamento de um palácio.

Como ele se lembrava exatamente da localização de cada um, conseguiu assim “reconhecer” cada um dos cadáveres desfigurados.

A técnica consiste em usar a memória espacial para gravar nomes, fatos ou listas.

O objetivo é criar um lugar imaginário, como uma casa ou um palácio, visualizar os móveis de cada cômodo e associar uma memória a cada um deles.

Imagine que você queira gravar os nomes de todos os presidentes brasileiros, por exemplo. Getúlio Vargas pode ser ligado à poltrona da sala e Juscelino Kubitschek, ao lustre.

O ideal é que as associações entre os móveis e os elementos a serem memorizados sejam divertidas ou inusitadas – você pode associar Jânio Quadros ao quadro na parede, por exemplo.

Depois que fizer todas as associações, a ideia é percorrer mentalmente o “palácio” várias vezes, lembrando-se da posição de cada móvel e, consequentemente, dos nomes ou fatos vinculados a eles.

Oradores gregos e romanos, como Cícero, usavam essa técnica para memorizar seus longos discursos.

8. Tire um descanso.

Finalmente, deixe sua mente descansar um pouco. Vá fazer alguma coisa que não exija nada da sua memória, e pense no assunto só mais tarde.

Pode parecer brincadeira, mas você vai perceber seus resultados vão fluindo ainda mais quando você descansar.

Siga esses passos, e logo você vai perceber sua memória funcionando muito melhor.

Considerações Finais

Se você tem problemas para se concentrar, estudar e guardar a matéria lida, você não está sozinho.

Conheço pessoas que gastaram fortunas com apostilas, vídeo-aulas e cursos preparatórios, mas esqueceram do essencial: sem memória o aprendizado não acontece.

Minha indicação para quem não quer repetir este erro é o Curso Online de Estudo e Memorização, do professor Renato Alves.

Afinal, foi ele quem me ensinou todas as habilidades que eu utilizo hoje quando desejo aprender algo novo.

O curso é composto de 48 vídeo aulas, com mais de 20 horas de gravação.

São 48 formas de melhorar sua memória e a sua concentração!

Saiba Mais sobre o Curso de Estudo e Memorização.

Além disso, tenho abordado constantemente neste blog a importância das técnicas de leitura, estudo e memorização para um aprendizado eficaz.

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